sábado, julho 04, 2009

REM - Daysleeper @ London - 1998

Ocean machine is set to 9
I'll squeeze into heaven and valentine
My bed is pulling me,
Gravity
Daysleeper, daysleeper
Daysleeper, daysleeper, daysleeper

sexta-feira, julho 03, 2009

Straight no chaser


"Abscess memory with broken fingers
All the fallen down angels, Raw pain distress"


sábado, junho 20, 2009

Este retrato não há-de ser só teu - mas eu sou único


Esboço


Tem nome de gueixa ocidental e a sua pele é de uma pureza leitosa ou em meses solares

da doçura do mel. Porte imponente, esguio e majestoso. Nos olhos ternos em avelãs turva

de tempos a tempos a baça melancolia, um vazio interior. Nas manhãs que a névoa levanta

dois brilhantes sois irradiavam enquadrados pelas covas da sua face e pelo calor do seu

sorriso incondicional.

O seu cabelo é liso, suave como a seda, brilhante como o cetim. Possuem a sua força própria

brincando ao sol com o vento , jovialmente enredando-se na barba do seu amado.

Debaixo da sua pele macia existem ossos de aço frio, duros de quem já levou muita pancada,

frágeis e leves. O seu tronco serve de medida perfeita ao peito do seu companheiro, a

sua cintura fácil de abraçar. O bater de dois corações próximos. Feliz do homem que puder

percorrer o seu corpo em beijos apaixonados em percursos sempre novos e repousar da

viagem nos seus seios perfeitos. No seu pescoço perdem-se viajantes mais incautos naufragando

nos seus lóbulos perfeitos. Rumando a sul pela planície do seu ventre, chega-se à

orla marítima da sua púbis; momento magico em noites quentes, o orvalho que a brisa

marítima trás possui o cheiro a sândalo exótico e o sabor a especiarias orientais.

O seu cheiro é único, a sua essência é ela, facilmente identificável para os animais com cio,

para aprendizes do oficio em noites de lua cheia.

sábado, maio 23, 2009

primeira vez

Brava!!!!

Jam no Tejo Bar. O guitarrista (venezuelano) e o acordeonista (Rob Curto, americano, de ascendência italiana, mas que é mais brasileiro que outra coisa...) são os músicos da Lila Downs. Também estava lá o "sonidista" boliviano e mais músicos que vão aquele bar só para a jam.

domingo, maio 10, 2009

Depois disto para quê escrever

"Nesta noite onde a serenidade se esconde por de trás dos móveis e a inquietação dança por toda a casa, as duas nesta noite, a trocarem no meu corpo de segundo a segundo. As duas ausentes, invisíveis e perfurantes. Pontuais altivas penetrantes. O mistério que me arranca do sitio, à conquista de qualquer coisa que já devia ter mas que não chega.

Tudo se repete:
A manhã perfeita de magia e impossíveis cumplicidades todas a formarem uma enorme espera de sabão quase tão real… O percurso a crescer até chorar de emoção descontrolada, as razões, as motivações, tudo verdade, tudo. verdade. Não existe ninguém melhor que nós, não existe ninguém melhor que eu que nem existo até ser noite devagar.
Agora que acordei, parece tudo tão ridículo.
Agora que adormeço, tudo é tão maior que o universo inteiro em coro.
Agora que acordei, não há ninguém melhor que eu e é tudo tão efémero como chuva de verão, aquela que deixa o ar limpo.
Agora que acordo não amo, não sinto, desprezo e desdigo, deixo para trás quem já não sabe ler os sinais acordados. Desprendo, ignoro, sigo já o rumo à frente, sereno.
Sabemos as razões, sabemos as verdades e as mil mentiras, mas não resistimos às duvidas como portas entreabertas. A parte fraca não fecha portas sozinha.

A parte forte gosta de espreitar…
Hoje que adormeço, tão cansado… nesta passagem infinitamente entreaberta, sobre o teu olhar solto, inquieto, longe, inerte, à espreita… se não me lês, se não me ouves,
não existo."

Tiago Bettencourt

Quando alguém na sua escrita destila a nossa existência.


quinta-feira, maio 07, 2009

sábado, maio 02, 2009

sexta-feira, abril 24, 2009

cashback trailer

Mais um excelente filme a não perder a roçar quase o genial. Corram, vão ver este filme.

quinta-feira, abril 23, 2009

Savon

A caixa é rectangular e contem 3 sabonetes,

de cartão antigo, de dourados já idos, de uma

época faustosa.

No quarto encontra-se a penumbra, mas

a luz dourada filtrada pelas frescas da

portadas corta a escuridão em traços oblíquos,

marcando o chão de cerejeira. O cheiro a

cravos desprende-se da caixa assim que a

abres com entusiasmo infantil, uma folha

parda pelo passar do tempo envolve os 3

sabonetes, revestidos por papel ainda mais

delicado em pregas concêntricas, por

minucioso labor manual. Sabonetes de luxo.

OEillet Mignardise - Carnation

diz o rotulo em cada um. O cheiro a

cravo e a tempos passados transporta-nos para

uma Barcelona antiga, pelas casas do Passeio

de Gràcia, no nascer do século passado, ao fim

do dia. Perco-me aí de ti e dos meus

demónios, em bares nos quais absinto-me

estranho, junto a boémios, poetas e

vagabundos.


A realidade roda agora um angulo de 90º e

os nossos corpos como fantoches são

atirados contra a parede, repousando

depois no chão.

(...)

Cheira a cravos bravios ou mesmo daqueles

azuis mais raros, cheira a mandarina na

mesa numa manhã de fim de semana.

Imitadora da tua preciosa anatomia com os

seus sucos a escorrer pelos meus dedos.

Cheira a sexo e a café forte que sobe à

cabeça. Cheira ao grasnar das aves de

rapina à solta no ar, a maresia que a

corrente profunda trás ao destruir

barragens dentro de ti.

Neste momento tudo é estático e só

existem as sensações. O tempo parou, ele

não existe. Consegue-se ouvir o pó no ar a

brincar com a frescas de luz e a cair no

chão.

[pausa ao som dos corações

descompassados]

(...)

Agora os corpos encontram-se sem

vida no chão como marionetas do inicio.

Pérolas de luz escorrem

pelas tuas pernas e eu choro também.

É certo que nunca gostei muito do

cheiro a cravo.

terça-feira, abril 14, 2009