quarta-feira, julho 29, 2009

Back to the beginning

Impressiona-me uma foto minha ser colocada junto a trabalhos realmente bons.
Impressionar não é realmente a palavra correcta mas à falta de melhor tradução para "humbles me" simplesmente tem que servir.

Para quem se interessar, basta seguir o link

"a line alows progress, a circle does not"

terça-feira, julho 28, 2009

A solidão dos números primos


Digamos apenas que à muito um livro não me empolgava tanto.
I'm a sailor now, wondering North Coast, looking for mermaids and anything the ocean brings.

Let's drown our-self in one more year at the deep blue sea.

sábado, julho 04, 2009

REM - Daysleeper @ London - 1998

Ocean machine is set to 9
I'll squeeze into heaven and valentine
My bed is pulling me,
Gravity
Daysleeper, daysleeper
Daysleeper, daysleeper, daysleeper

sexta-feira, julho 03, 2009

Straight no chaser


"Abscess memory with broken fingers
All the fallen down angels, Raw pain distress"


sábado, junho 20, 2009

Este retrato não há-de ser só teu - mas eu sou único


Esboço


Tem nome de gueixa ocidental e a sua pele é de uma pureza leitosa ou em meses solares

da doçura do mel. Porte imponente, esguio e majestoso. Nos olhos ternos em avelãs turva

de tempos a tempos a baça melancolia, um vazio interior. Nas manhãs que a névoa levanta

dois brilhantes sois irradiavam enquadrados pelas covas da sua face e pelo calor do seu

sorriso incondicional.

O seu cabelo é liso, suave como a seda, brilhante como o cetim. Possuem a sua força própria

brincando ao sol com o vento , jovialmente enredando-se na barba do seu amado.

Debaixo da sua pele macia existem ossos de aço frio, duros de quem já levou muita pancada,

frágeis e leves. O seu tronco serve de medida perfeita ao peito do seu companheiro, a

sua cintura fácil de abraçar. O bater de dois corações próximos. Feliz do homem que puder

percorrer o seu corpo em beijos apaixonados em percursos sempre novos e repousar da

viagem nos seus seios perfeitos. No seu pescoço perdem-se viajantes mais incautos naufragando

nos seus lóbulos perfeitos. Rumando a sul pela planície do seu ventre, chega-se à

orla marítima da sua púbis; momento magico em noites quentes, o orvalho que a brisa

marítima trás possui o cheiro a sândalo exótico e o sabor a especiarias orientais.

O seu cheiro é único, a sua essência é ela, facilmente identificável para os animais com cio,

para aprendizes do oficio em noites de lua cheia.

sábado, maio 23, 2009

primeira vez

Brava!!!!

Jam no Tejo Bar. O guitarrista (venezuelano) e o acordeonista (Rob Curto, americano, de ascendência italiana, mas que é mais brasileiro que outra coisa...) são os músicos da Lila Downs. Também estava lá o "sonidista" boliviano e mais músicos que vão aquele bar só para a jam.

domingo, maio 10, 2009

Depois disto para quê escrever

"Nesta noite onde a serenidade se esconde por de trás dos móveis e a inquietação dança por toda a casa, as duas nesta noite, a trocarem no meu corpo de segundo a segundo. As duas ausentes, invisíveis e perfurantes. Pontuais altivas penetrantes. O mistério que me arranca do sitio, à conquista de qualquer coisa que já devia ter mas que não chega.

Tudo se repete:
A manhã perfeita de magia e impossíveis cumplicidades todas a formarem uma enorme espera de sabão quase tão real… O percurso a crescer até chorar de emoção descontrolada, as razões, as motivações, tudo verdade, tudo. verdade. Não existe ninguém melhor que nós, não existe ninguém melhor que eu que nem existo até ser noite devagar.
Agora que acordei, parece tudo tão ridículo.
Agora que adormeço, tudo é tão maior que o universo inteiro em coro.
Agora que acordei, não há ninguém melhor que eu e é tudo tão efémero como chuva de verão, aquela que deixa o ar limpo.
Agora que acordo não amo, não sinto, desprezo e desdigo, deixo para trás quem já não sabe ler os sinais acordados. Desprendo, ignoro, sigo já o rumo à frente, sereno.
Sabemos as razões, sabemos as verdades e as mil mentiras, mas não resistimos às duvidas como portas entreabertas. A parte fraca não fecha portas sozinha.

A parte forte gosta de espreitar…
Hoje que adormeço, tão cansado… nesta passagem infinitamente entreaberta, sobre o teu olhar solto, inquieto, longe, inerte, à espreita… se não me lês, se não me ouves,
não existo."

Tiago Bettencourt

Quando alguém na sua escrita destila a nossa existência.