domingo, agosto 28, 2011

sexta-feira, agosto 19, 2011

I do

"I seek images that don't exist,
and if they do they're crumpled and concealed
like summer clothes in the winter,
when frost stings the mouth."

quarta-feira, julho 27, 2011

Sinclair

Sinclair by MJSF

One of the firsts things I've done that I'm proud of, but can't help to notice all the many things lost in the meantime.

sábado, julho 16, 2011

It's Always Been You


Para ouvir a altas horas de uma noite de verão no carro na marginal junto ao mar

sábado, julho 09, 2011


Existe uma estrada junto ao mar que segue em direcção a sul. Sempre junto à orla costeira, num azul infinito e o cheiro a maresia. Existem canaviais que despontam junto ao mar de chorões, existem floreamentos rochosos esculpidos pela força bruta do tempo e do mar. Existe poeira fina que se cola aos ossos no percurso de tabuinhas pelo areal abrasador.

Existe uma inocência perdida algures na infância nestes dias de verão, na ociosidade desses momentos. Um cheiro guloso tropical colado à pele das pessoas. Existe o marulhar das ondas que embalam como bebés. Existe um sol calcinante que marca a pele como souvenir para tempos mais frios. Existe um mar de pegadas sem destino aparente e o grito cristalino das crianças ao fundo. Existe a languidez liquida do barulho do mar a bater nos cascos dos navios aportados, os reflexos marítimos na nossa cara fazendo-nos chorar Nada acontece, tudo existe e isso é paz.



domingo, julho 03, 2011

Self Portrait - Sketch


I wonder how the little details change everything, the amount of time you can waste on something and how your eyes fools you when they get used to something

but I kinda like this one

quarta-feira, junho 29, 2011

é bom estar de volta

depois de cortar amarras

No voo de regresso

E agora escrever, escrever no avião à espera que o cansaço ou a droga faça efeito e a sua voz comece a soar. Apenas sente-se mais mole, e costuma estar bem atento ao que se passa, mas logo de seguida as frases da sua cabeça perdem o sentido e apenas deseja descrever com rapidez as coisas que quer escrever, sem filtros, muito difícil, só momentos em momentos, isto não é escrita automática, é uma escrita adaptativa que vai levar o modelo de acordo com as especificidade mais eso-técnicas, de forma a implementar o programa estipulado, questionando os seus cobardes tormentos esta maquina homem, perde agora tempo a escrever martelando os dedos no teclado, sem filtros, maquina automática, uma pausa para rever o que se engajou, procura não fasear isso, escrever apenas o seu processo de criação metalúrgica, siderúrgica mental pelas vicissitudes dos seus escombros e o falatório da companhia para andar, neste caminho triste que pode ser a vida saem rés, solou muito alto e fora de tempo e por vezes apanhou escaldões, pois não mete filtros entre ele e a unidade, por outro lado sabe que não vê as coisas como olha, como os restares olham e como a realidade ( é, - difícil demais de assimilar que tal cortar e colar pequenos pedaços brilhantes da realidade. É muito difícil viver, porque não comprar xampa, promoção válida até trinta de dezembro não acumuláveis com outras promoções a ocorrer na sua vida. Consultar o seu medico: como quando me saiu na rifa um coração quebrado, à medida que ia raspando os três quadradinhos, e depois das três vezes tentadas (nem uma cereja), ficar com o prémio de consolação. A ironia de ser ele próprio a engelhar o coração de quem não merece que lhe façam isso. Mas como bom jogador que é há muito apostou a sua sanidade mental, que é como quem diz, culpa não puxa carroça, que se por vezes é fácil outros dias é tão difícil como chegar a ser completamente voador. E escreve, escrever o inusitado e o abstracto , o reflexo e o inatingível, com a velocidade cruzeiro de quem vai muito drepressinha, com a sensibilidade de uma cascavel ao sol com a bunda a rebolar, talvez consiga dormir em breve e acordar em algo que se possa chamar casa, sim talvez isso, um sitio para descansar que é seu, talvez quando chegar ao aeroporto as malas estejam lá, talvez seja isso, talvez não, talvez descobri que afinal não tenho jeito. É apenas mais uma daquelas coisas que tento fazer porque na minha cabeça acho que sou bom a frasear ou que tenho algo a dizer, acontece, que não tenho, tudo o que tinha esvaziou-se de mim no dia do jackpot, e perdi,
Falta o álcool, para entorpecer a cabeçada que se protege dos meus dedos que procuram abrir a cabeça com os meus miolos palitar aqui a minha obra, álcool podia potencializar o efeito, vou tentar dormir.
Um redondo silencio,
Ôi, como vai você?