domingo, maio 18, 2008

Paris Je t'aime (mais seulement en noir et blanc)


mais plus encore par ça:


Des marées d'écume

"Est-ce que l'on tiendra le chemin? 
Est-ce qu'on s'en souviendra après? 
Est-ce qu'on ouvrira les yeux demain? 
Est-ce qu'on se prend pour mieux s'oublier? 
Est-ce qu'on aurait pu s'aimer mieux? 
Mieux souffler les braises? 
Entre nous deux, 
y'a plus que les flots 
et des crocs à nos rétines, 
dis-moi est-ce que tu m'aimes? 
Est-ce que ça valait la peine? 
J'en doute."

sábado, abril 26, 2008

Imagem mental:

Hoje acordei com vontade de te comer toda. A começar pelos teus dentínhos.

quinta-feira, abril 24, 2008

"This Is Bliss"

Tudo neste filme me lembra as ondas, as vagas que se desfazem junto à costa aos nossos pés. As que ora nos afundam devagarinho, suavemente nos embalam, ora fortemente nos abalam. É assim este filme. Excelente.

sexta-feira, abril 04, 2008

domingo, março 23, 2008

Third


"Esteja alerta para a regra dos três / o que você dá retornará para você / essa lição você tem que aprender / você só ganha o que você merece."

sábado, março 22, 2008

Eu um dia escrevi isto:

(...)
Se alguma coisa te parece estranha pensa no que Pancho disse ao Cisco Kid: “Vamos embora antes que acabemos a dançar sem música no fim da corda”.

Genial, não?

Mountain Battles


The Breeders new album. Get new track here. Bang On.

sexta-feira, março 21, 2008

Hierocosfinge

Os barcos sulcam as noites brancas com precisão cristalina, o sono passa do meu umbigo para o meu dedo do pé enquanto os pássaros chilreiam uma lenta madrugada. Na opressão de um quarto escuro demais ergo pontes e visões que me ligam ao Tejo. Vejo o trafego nas vias e consigo precisar com exactidão microscópica a vida desses seres de luz, cruzando o azul veludo. Tudo é estático e vazio, até o cotão que invade o dia cessa de existir nestes momentos. Todos os sentidos se agudizam na preparação da obra mental a erguer. Formiga obreira labuto e perco-me em construções dignas da era das maravilhas, em labirintos mitológicos guiado pelo ténue fio de luz. Babilónia do que virá e escombros do passado. Represento papeis, mil vezes representados, é a trágico-comedia da humanidade.

- Olha Mamã! Olha a esfinge! Vê como sou esperto. Consegues ver? Consegues-me ver?

Com gesto de prestidigitação o suspense acaba deixando o corpo ao cansaço liquefeito de um novo dia, o gesto torna-se mecânico e a faísca por lá não habita. Observo a cama quente onde ainda estás, o sono dos justos dizem...

Anjo Negro

Voltámos-nos a encontrar no funeral do teu pai. Muitos anos haviam passado desde a ultima vez que te vi. O vestido preto pelo joelhos ficava-te bem apesar de realçar a tua figura magra. Eu de casaco e gravata preta. Tentavas esconder as tuas mãos nervosas por detrás do teu corpo. O dia cinzento adequava-se à ocasião, lembro-me de pensar como o campo relvado se encontrava brilhante. Levavas a cara branca como uma mascara com o teu cabelo solto brincando ao vento. Os teus olhos vazios, a única ocasião que os tinha visto assim foi quando te fodi quando amavas outro.

Aproximei-me de ti passando a fila de mulheres tagarelas que comentavam a meia voz frases feitas de ocasião. Houve um instante que não me reconheceste, a minha cara mais magra, as linhas à volta dos olhos, a minha barba de 3 dias por fazer, o meu cabelo despenteado, como se reconheces alguns traços mas não conseguisses ligar as peças. Levei-te pelo braço para longe dali, o teu corpo não resistiu. O vento roçou as nossas pernas e lembro de pensar como devias sentir frio. Olhaste para trás e larguei-te a mão, parámos. Voltei-me para ti quando levantaste os olhos do chão e olhaste para mim. Não devia estar ali e sabia que não devia estar ali, não era o meu lugar.

As palavras fugiram-me, não havia nada para dizer, não havia nada que pudesse dizer, nada que fizesse sentido. As lágrimas corriam agora pela minha cara enquanto te olhava suspenso e isso pareceu tardar uma eternidade. Levaste a tua mão direita à minha cara fria enquanto tentava mantê-la erguida. Agarrei a tua mão pelo pulso, fechei forte e beijei-a.

Mais forte que Orfeu consegui percorrer o caminho até o carro sem olhar para trás. Já no carro com o rosto ainda molhado pensei na falta de sentido da existência, ou melhor, o sentido da existência é apenas existir. Soube que não devia estar ali, que não estive ali e que nunca vou estar ali.

segunda-feira, março 17, 2008

Celebration of Spring - In Bloom


I'm really happy with this one

E 'amore

"O enamoramento, (...), é uma exploração do possível a partir do impossível, é uma tentativa que o imaginário faz de se impor ao existente. Quanto maior é a tarefa, tanto mais longa é a viagem e menos provável a chegada. A sua historia reduz-se, então, à historia daquela viagem e das suas travessias, das lutas sustentadas, sem que haja um porto de abrigo, um acolhimento festivo."

Francesco Alberoni

quarta-feira, março 05, 2008

sábado, março 01, 2008

Sia - Some people have real problems



A nossa Aussie girl está de volta. Tantas coisas boas que ultimamente vêm dos antípodas.
Em equipa vencedora não se mexe, mas neste álbum vai um pouco mais longe do que o excelente "Collor The Small One", em termos de variedade.  A banda sonora perfeita para os tempos que virão. 
So let your problems melt away.

Gabriel - Lou Rhodes UPDATED

Lou Rhodes - Santiago Alquimista


Pois é o Santiago Alquimista é o meu sitio preferido para ver concertos, aquela sala cria um ambiente fantástico.
Só pelo sorriso da senhora Louise já valia a pena ter ido. Estava lá eu, uma loop box toda endiabrada e todo o elenco da serie The L word, só faltou mesmo o Greatness in a speck of dust e o Lullabye.
Para breve vídeos num You Tube perto de si.

Amber love

Ao teu sexo e a mar
cheira nos meus dedos os cigarros de enrolar

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Once - Falling Slowly*

* guess we all are...

Once

Ok ontem na minha noite de insónia descobri esta pérola, um pequeno filme independente com o vocalista dos The Frames, ganhou o Óscar para melhor música. A música é de arrepiar.
Lindo.

domingo, fevereiro 17, 2008

Don't you just love Juno?

A&E

Ok, I'm a procrastinator bastard, but I found new inspirations listen non stop this new track from Goldfrapp and I came up with this:


A_E by ~MFigueira on deviantART

And I really proud of it.

domingo, fevereiro 10, 2008

Friday on the "quarter"
Saturday Mexican dinner with my old friends
Sunday major hangover...............

domingo, janeiro 27, 2008

sexta-feira, janeiro 25, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

Sem Título

O teu pescoço pede barba e os teus seios dor, saliva e marfim.
Na planície das tuas costas perco o meu peito e navego a sul.

O meu cheiro. Dizes tu:
O teu cheiro e suor.

Criança gulosa. Ajoelho-me no teu altar.

Bendita és entre as mulheres,
Bendito o teu ventre e o sémen nele derramado.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

quinta-feira, dezembro 27, 2007

E o brinde?



Para sua segurança a fava foi retirada ao seu Natal.
Obrigado pela sua preferência e continuação de festas felizes.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Regina Spektor - Better

Não é a reinvenção da roda nem do paradigma rapariga com o seu piano mas até está bem giro o video.

Weeds Intro - Season 2 Episode 10 - Regina Spektor

Pois é, parece que a menina Regina andou a cantar pela introdução do magnífico show que é o weeds.
Enjoy

"Little Boxes, little boxes..."

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Tiago Bettencourt - 'O lenço'

"O lenço que me ofertaste
Tinha um coração no meio
Quando ao nosso amor faltaste
Eu fui-me ao lenço e rasgueio"

domingo, dezembro 02, 2007

Banheira (para M.)

Repouso agora o meu corpo numa banheira. Tempos realmente adversos. A dor lateja do meu maxilar até à testa. O vapor dispersa as dores de alma, as dores do coração pelo ar e condensa-se nos espelhos da casa de banho e no granito das paredes. Tudo está suspenso. Completamente imerso numa posição fetal chegam-me sons graves de parte desconhecida, duma outra realidade fora destas paredes.


As gotas orvalhadas dos espelho dispersam a luz tornando o sitio luminoso. Nas tardes de sol poente os raios, filtrados pelas buganvílias que rodeiam a casa, cortam o vapor num bailado abstracto.


Aqui o mundo não existe, aqui tudo é perfeito e luminoso, aqui eu tento regressar.

A todos os bebés que permaneceram aqui e a mim força pois daqui parti.

Quotidiano

- Desculpe, posso lhe tirar uma foto? Pergunta à senhora que vem a passar na rua.
- Uma foto? Minha? Desculpe mas realmente não tenho tempo para isso. Prossegue pela rua abaixo.



- Desculpe posso lhe tirar uma foto? Pergunta ao senhor de fato que entra no café.
- Porque raio quer uma foto minha?
- Sabe sou um aluno de belas artes e como trabalho de casa temos que tirar retratos a desconhecidos.
O senhor pede uma bica ao balcão e senta-se numa mesa disponível, o jovem coloca-se à sua frente.
- Ande lá com isso, pode-me tirar uma foto. Assegure-se que fico bem.
O tímido jovem tenta balbuciar:
- Sabe não é assim tão simples, o projecto requer que se capte a essência do modelo de forma mais realista possível. Ouvia a voz do seu professor na sua cabeça.
- E como se faz isso. Pergunta o homem já com a bica à sua frente.
- Posso me sentar? Seguído de um ligeiro aceno de cabeça por parte do homem tenta-se sentar, desajeitadamente, na cadeira em frente ao homem.


Pediu então ao senhor para lhe contar a sua vida, algo que lhe mostrasse como era a sua existência, o que fazia, a sua família, os seus amores, os seus interesses. Desde a conversa fútil do seu dia a dia, do emprego com ordenado fixo ao fim do mês, dos seus amores futebolísticos, do casamento monogâmico e dos seus deslizes, “que todos os homens cometem”, às suas paixões juvenis.

À medida que os cigarros desfilavam pelos seus dedos o jovem misteriosamente sentiu-se cada vez mais atraído pela existência deste homem, funcionário publico à 20 anos.

As fotos nunca foram tiradas. O retrato do senhor junto à águia do Benfica que abençoava o estabelecimento, o amigalhaço dono no balcão com o seu bigode nunca ficariam para a posteridade, o senhor viu o seu autocarro do outro lado da rua.
- Desculpe mas tenho mesmo que apanhar o autocarro mas gostei realmente de falar consigo. Hoje em dia não é habitual falar da nossa vida com estranhos. Devia ter mesmo tirado logo a foto.
Ficou ainda meia hora no café a consumir a sua estranheza olhando para a azafama da vida fora do café.


Meses passaram e voltou a encontrar o senhor na rua. O senhor não o reconheceu , abordou-o com ar miserável:
- Desculpe jovem podia-me arranjar um cigarro para o caminho para casa. Os meus acabaram, um dia difícil...
Tirou do bolso o maço de tabaco e retirou 2 cigarros dos 3 que tinha.
- Muito obrigado, muito obrigado.
No rosto do jovem desenhou-se um sorriso misterioso nesse dia frio e disse:
- Obrigado eu. Disse com verdadeira gratidão.

sábado, novembro 03, 2007

Cold Roses


"Daylight comes and exposes
Saturday's bruises and cold roses
Cold roses"
Ryan Adams

sexta-feira, outubro 26, 2007

On the road


Estamos mais vivos quanto mais nos deixamos tocar pelo que nos rodeia.
Continuo a não saber os meus limites.

sexta-feira, outubro 12, 2007