segunda-feira, julho 07, 2008

How cool is this:


sexta-feira, julho 04, 2008

Anywhen - The Opiates

Ok this band haunts me for quite a long time (in a good way) the good new is that they have a resmastered re-edition of the album with 2 more songs, so enjoy.

All that numbs you



Siren song

quarta-feira, junho 25, 2008

sábado, junho 21, 2008

sábado, junho 07, 2008

Really old photo


Spiraling by ~MFigueira on deviantART

So I spend this saturday scanning old photos. 

Really strange feelings.

I took this photo 12 years ago, I think it was this one that make me think that I could take photos. You could follow the link and check the others treats that I have for you.

:)

segunda-feira, junho 02, 2008

2 really good news:

My pal Damien said:

On June 1st myself and my friends Ryan (images) & Mia (navigation) set off on a last-minute road trip from Dublin to Barcelona, squished into my little ol' mini with a portable recording studio.

The idea is to stop off along the way in random places where I have to write and record a new song every day, either in the mini or outdoors on a rock or something.

10 days = 10 songs = album nuevo

We'll update as we go.. if we're anywhere near an internet connection that is. We hope to arrive in Barcelona on June 10th, or at least in time to go see Radiohead play on 12th and then fly home for the Leonard Cohen dates. Yay!


The other good news:

Lille by Lisa Hannigan

domingo, junho 01, 2008

Caramel - Trailer

From time to time you let us men enter your world, this one is bitter-sweet but still delicious.

sábado, maio 31, 2008

Tori Amos - Time - Tom Waits

Speaking of death, this one it's for Alex.
Thank you for the time you gave to us.

...

"So close your eyes, son, and this wont hurt a bit"

terça-feira, maio 27, 2008

domingo, maio 18, 2008

Paris Je t'aime (mais seulement en noir et blanc)


mais plus encore par ça:


Des marées d'écume

"Est-ce que l'on tiendra le chemin? 
Est-ce qu'on s'en souviendra après? 
Est-ce qu'on ouvrira les yeux demain? 
Est-ce qu'on se prend pour mieux s'oublier? 
Est-ce qu'on aurait pu s'aimer mieux? 
Mieux souffler les braises? 
Entre nous deux, 
y'a plus que les flots 
et des crocs à nos rétines, 
dis-moi est-ce que tu m'aimes? 
Est-ce que ça valait la peine? 
J'en doute."

sábado, abril 26, 2008

Imagem mental:

Hoje acordei com vontade de te comer toda. A começar pelos teus dentínhos.

quinta-feira, abril 24, 2008

"This Is Bliss"

Tudo neste filme me lembra as ondas, as vagas que se desfazem junto à costa aos nossos pés. As que ora nos afundam devagarinho, suavemente nos embalam, ora fortemente nos abalam. É assim este filme. Excelente.

sexta-feira, abril 04, 2008

domingo, março 23, 2008

Third


"Esteja alerta para a regra dos três / o que você dá retornará para você / essa lição você tem que aprender / você só ganha o que você merece."

sábado, março 22, 2008

Eu um dia escrevi isto:

(...)
Se alguma coisa te parece estranha pensa no que Pancho disse ao Cisco Kid: “Vamos embora antes que acabemos a dançar sem música no fim da corda”.

Genial, não?

Mountain Battles


The Breeders new album. Get new track here. Bang On.

sexta-feira, março 21, 2008

Hierocosfinge

Os barcos sulcam as noites brancas com precisão cristalina, o sono passa do meu umbigo para o meu dedo do pé enquanto os pássaros chilreiam uma lenta madrugada. Na opressão de um quarto escuro demais ergo pontes e visões que me ligam ao Tejo. Vejo o trafego nas vias e consigo precisar com exactidão microscópica a vida desses seres de luz, cruzando o azul veludo. Tudo é estático e vazio, até o cotão que invade o dia cessa de existir nestes momentos. Todos os sentidos se agudizam na preparação da obra mental a erguer. Formiga obreira labuto e perco-me em construções dignas da era das maravilhas, em labirintos mitológicos guiado pelo ténue fio de luz. Babilónia do que virá e escombros do passado. Represento papeis, mil vezes representados, é a trágico-comedia da humanidade.

- Olha Mamã! Olha a esfinge! Vê como sou esperto. Consegues ver? Consegues-me ver?

Com gesto de prestidigitação o suspense acaba deixando o corpo ao cansaço liquefeito de um novo dia, o gesto torna-se mecânico e a faísca por lá não habita. Observo a cama quente onde ainda estás, o sono dos justos dizem...

Anjo Negro

Voltámos-nos a encontrar no funeral do teu pai. Muitos anos haviam passado desde a ultima vez que te vi. O vestido preto pelo joelhos ficava-te bem apesar de realçar a tua figura magra. Eu de casaco e gravata preta. Tentavas esconder as tuas mãos nervosas por detrás do teu corpo. O dia cinzento adequava-se à ocasião, lembro-me de pensar como o campo relvado se encontrava brilhante. Levavas a cara branca como uma mascara com o teu cabelo solto brincando ao vento. Os teus olhos vazios, a única ocasião que os tinha visto assim foi quando te fodi quando amavas outro.

Aproximei-me de ti passando a fila de mulheres tagarelas que comentavam a meia voz frases feitas de ocasião. Houve um instante que não me reconheceste, a minha cara mais magra, as linhas à volta dos olhos, a minha barba de 3 dias por fazer, o meu cabelo despenteado, como se reconheces alguns traços mas não conseguisses ligar as peças. Levei-te pelo braço para longe dali, o teu corpo não resistiu. O vento roçou as nossas pernas e lembro de pensar como devias sentir frio. Olhaste para trás e larguei-te a mão, parámos. Voltei-me para ti quando levantaste os olhos do chão e olhaste para mim. Não devia estar ali e sabia que não devia estar ali, não era o meu lugar.

As palavras fugiram-me, não havia nada para dizer, não havia nada que pudesse dizer, nada que fizesse sentido. As lágrimas corriam agora pela minha cara enquanto te olhava suspenso e isso pareceu tardar uma eternidade. Levaste a tua mão direita à minha cara fria enquanto tentava mantê-la erguida. Agarrei a tua mão pelo pulso, fechei forte e beijei-a.

Mais forte que Orfeu consegui percorrer o caminho até o carro sem olhar para trás. Já no carro com o rosto ainda molhado pensei na falta de sentido da existência, ou melhor, o sentido da existência é apenas existir. Soube que não devia estar ali, que não estive ali e que nunca vou estar ali.

segunda-feira, março 17, 2008

Celebration of Spring - In Bloom


I'm really happy with this one

E 'amore

"O enamoramento, (...), é uma exploração do possível a partir do impossível, é uma tentativa que o imaginário faz de se impor ao existente. Quanto maior é a tarefa, tanto mais longa é a viagem e menos provável a chegada. A sua historia reduz-se, então, à historia daquela viagem e das suas travessias, das lutas sustentadas, sem que haja um porto de abrigo, um acolhimento festivo."

Francesco Alberoni

quarta-feira, março 05, 2008

sábado, março 01, 2008

Sia - Some people have real problems



A nossa Aussie girl está de volta. Tantas coisas boas que ultimamente vêm dos antípodas.
Em equipa vencedora não se mexe, mas neste álbum vai um pouco mais longe do que o excelente "Collor The Small One", em termos de variedade.  A banda sonora perfeita para os tempos que virão. 
So let your problems melt away.

Gabriel - Lou Rhodes UPDATED

Lou Rhodes - Santiago Alquimista


Pois é o Santiago Alquimista é o meu sitio preferido para ver concertos, aquela sala cria um ambiente fantástico.
Só pelo sorriso da senhora Louise já valia a pena ter ido. Estava lá eu, uma loop box toda endiabrada e todo o elenco da serie The L word, só faltou mesmo o Greatness in a speck of dust e o Lullabye.
Para breve vídeos num You Tube perto de si.

Amber love

Ao teu sexo e a mar
cheira nos meus dedos os cigarros de enrolar

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Once - Falling Slowly*

* guess we all are...

Once

Ok ontem na minha noite de insónia descobri esta pérola, um pequeno filme independente com o vocalista dos The Frames, ganhou o Óscar para melhor música. A música é de arrepiar.
Lindo.

domingo, fevereiro 17, 2008

Don't you just love Juno?

A&E

Ok, I'm a procrastinator bastard, but I found new inspirations listen non stop this new track from Goldfrapp and I came up with this:


A_E by ~MFigueira on deviantART

And I really proud of it.

domingo, fevereiro 10, 2008

Friday on the "quarter"
Saturday Mexican dinner with my old friends
Sunday major hangover...............

domingo, janeiro 27, 2008

sexta-feira, janeiro 25, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

Sem Título

O teu pescoço pede barba e os teus seios dor, saliva e marfim.
Na planície das tuas costas perco o meu peito e navego a sul.

O meu cheiro. Dizes tu:
O teu cheiro e suor.

Criança gulosa. Ajoelho-me no teu altar.

Bendita és entre as mulheres,
Bendito o teu ventre e o sémen nele derramado.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

quinta-feira, dezembro 27, 2007

E o brinde?



Para sua segurança a fava foi retirada ao seu Natal.
Obrigado pela sua preferência e continuação de festas felizes.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Regina Spektor - Better

Não é a reinvenção da roda nem do paradigma rapariga com o seu piano mas até está bem giro o video.

Weeds Intro - Season 2 Episode 10 - Regina Spektor

Pois é, parece que a menina Regina andou a cantar pela introdução do magnífico show que é o weeds.
Enjoy

"Little Boxes, little boxes..."

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Tiago Bettencourt - 'O lenço'

"O lenço que me ofertaste
Tinha um coração no meio
Quando ao nosso amor faltaste
Eu fui-me ao lenço e rasgueio"

domingo, dezembro 02, 2007

Banheira (para M.)

Repouso agora o meu corpo numa banheira. Tempos realmente adversos. A dor lateja do meu maxilar até à testa. O vapor dispersa as dores de alma, as dores do coração pelo ar e condensa-se nos espelhos da casa de banho e no granito das paredes. Tudo está suspenso. Completamente imerso numa posição fetal chegam-me sons graves de parte desconhecida, duma outra realidade fora destas paredes.


As gotas orvalhadas dos espelho dispersam a luz tornando o sitio luminoso. Nas tardes de sol poente os raios, filtrados pelas buganvílias que rodeiam a casa, cortam o vapor num bailado abstracto.


Aqui o mundo não existe, aqui tudo é perfeito e luminoso, aqui eu tento regressar.

A todos os bebés que permaneceram aqui e a mim força pois daqui parti.

Quotidiano

- Desculpe, posso lhe tirar uma foto? Pergunta à senhora que vem a passar na rua.
- Uma foto? Minha? Desculpe mas realmente não tenho tempo para isso. Prossegue pela rua abaixo.



- Desculpe posso lhe tirar uma foto? Pergunta ao senhor de fato que entra no café.
- Porque raio quer uma foto minha?
- Sabe sou um aluno de belas artes e como trabalho de casa temos que tirar retratos a desconhecidos.
O senhor pede uma bica ao balcão e senta-se numa mesa disponível, o jovem coloca-se à sua frente.
- Ande lá com isso, pode-me tirar uma foto. Assegure-se que fico bem.
O tímido jovem tenta balbuciar:
- Sabe não é assim tão simples, o projecto requer que se capte a essência do modelo de forma mais realista possível. Ouvia a voz do seu professor na sua cabeça.
- E como se faz isso. Pergunta o homem já com a bica à sua frente.
- Posso me sentar? Seguído de um ligeiro aceno de cabeça por parte do homem tenta-se sentar, desajeitadamente, na cadeira em frente ao homem.


Pediu então ao senhor para lhe contar a sua vida, algo que lhe mostrasse como era a sua existência, o que fazia, a sua família, os seus amores, os seus interesses. Desde a conversa fútil do seu dia a dia, do emprego com ordenado fixo ao fim do mês, dos seus amores futebolísticos, do casamento monogâmico e dos seus deslizes, “que todos os homens cometem”, às suas paixões juvenis.

À medida que os cigarros desfilavam pelos seus dedos o jovem misteriosamente sentiu-se cada vez mais atraído pela existência deste homem, funcionário publico à 20 anos.

As fotos nunca foram tiradas. O retrato do senhor junto à águia do Benfica que abençoava o estabelecimento, o amigalhaço dono no balcão com o seu bigode nunca ficariam para a posteridade, o senhor viu o seu autocarro do outro lado da rua.
- Desculpe mas tenho mesmo que apanhar o autocarro mas gostei realmente de falar consigo. Hoje em dia não é habitual falar da nossa vida com estranhos. Devia ter mesmo tirado logo a foto.
Ficou ainda meia hora no café a consumir a sua estranheza olhando para a azafama da vida fora do café.


Meses passaram e voltou a encontrar o senhor na rua. O senhor não o reconheceu , abordou-o com ar miserável:
- Desculpe jovem podia-me arranjar um cigarro para o caminho para casa. Os meus acabaram, um dia difícil...
Tirou do bolso o maço de tabaco e retirou 2 cigarros dos 3 que tinha.
- Muito obrigado, muito obrigado.
No rosto do jovem desenhou-se um sorriso misterioso nesse dia frio e disse:
- Obrigado eu. Disse com verdadeira gratidão.